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2007
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Ewá transforma-se na névoa Euá era filha de Nanã, também filhos de Nanã eram Obaluaê, Oxumarê e Ossaim, esses irmãos regiam o chão da Terra. A terra, o solo, o subsolo, era tudo prosperidade de Nanã e sua família. Nanã queria o melhor para seus filhos, queria que Euá casasse com alguém que a amparasse. Nanã pediu a Orunmilá bom casamento para Euá. Euá era linda e carinhosa, mas ninguém se lembrou de oferecer sacrifício algum para garantir a empreitada. Vários príncipes ofereceram-se prontamente a desposar Euá, eeram tantos os pretendentes que logo uma contenda entre eles se armou. A concorrência pela mão da princesa transformou-se em pugna incessante e mortal. Jovens se digladiavam até a morte. Vinham de muito longe, lutavam como valentes para conquistar sua
beleza, mas a cada vencedor, Euá não se decidia. Euá
não aceitava o pretendente, vinham novos candidatos e outros
combates, euá não conseguia decidir-se, ainda que tão
ansiosa estivesse para casar-se e acabar de vez com o sangramento
campeonato. Euá fez os ebós encomendados por Ifá, os ventos mudaram, os céus se abriram, o sol escaldava a terra e, para o espanto de todos, a princesa começou a desintegrar-se. Foi desaparecendo, perdendo a forma, até evaporar-se completamente e transformar-se em densa e branca bruma. E a névoa radiante de Euá espalhou-se pela Terra. E na névoa da manhã Euá cantarolava feliz e radiante. Com força e expressões inigualáveis cantava a bruma. O Supremo Deus determinou então que Euá zelasse pelos
indecisos amantes, olhasse seus problemas, guiasse suas relações. Notas bibliográficas |
Mitologia:
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