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Ewá transforma-se numa fonte e sacia a sede dos filhos.

Havia uma mulher que tinha dois filhos, aos quais amava mais do que tudo. Lavando as crianças, ela ia todos os dias à floresta em busca de lenha, lenha que ela recolhia e vendia no mercado para sustentar os filhos. Seu nome era Ewá e esse era seu trabalho, ia ao bosque com seus filhos todo dia.

Uma vez, os três estavam no bosque entretidos quando Ewá percebeu que se perdera. Por mais que procurasse se orientar, não pôde Ewá achar o caminho de volta. Mais e mais foram os três se embrenhando na floresta. As duas crianças começaram a reclamar de fome, de sede e de cansaço. Quanto mais andavam, maior era a sede, maior era a fome. As crianças já não podiam andar e clamavam à mãe por água. Ewá procurava e não achava nenhuma fonte, nenhum riacho, nenhuma poça d’água. Os filhos já morriam de sede e Ewá se desesperava. Ewá implorou aos deuses, pediu a Olodumare.

Ela deitou-se junto aos filhos moribundos e, ali onde se encontrava, Ewá transformou-se numa nascente d’água. Jorrou da fonte água cristalina e fresca e as crianças beberam dela. E os filhos de Ewá sobreviveram. Mataram a sede com água de Ewá. A fonte continuou jorrando e as águas se juntaram e formaram uma lagoa. A lagoa extravasou e as águas mais adiante originaram um novo rio. Era o rio Ewá, o Odô Ewá.

 

 

Notas bibliográficas
Mitologia dos Orixás - Reginaldo Prandi - 2001

Características do filho

Mitologia:
3
     

 

 
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