Aspectos
Gerais
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DIA:
Quinta-feira
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DATA:
Corpus Christi(BA), 23 de abril (SP),
20 de janeiro
(RJ)
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COR:
Azul-Turquesa
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COMIDAS:
Frutas, ewa (feijão fradinho
torrado), axoxó (milho cozido
com coco)
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SÍMBOLOS:
Ofá (arco), damatá (flecha),
erukeré
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ELEMNTO:
Terra(florestas e campos cultiváveis)
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REGIÃO DA ÁFRICA:
Kêtu
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PEDRAS:
Turquesa, água-marinha
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FOLHAS:
Aroeira,peregun (pau-d’água),
erva pombinho
(quebra-pedra), pega-pinto, alecrim-do-campo
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ODU
QUE REGE: Obará e Odi
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DOMÍNIOS:
Caça, agricultura, alimentação
e fartura
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SAUDAÇÃO:
Òké Aro!!! Arolé!
Origem
e História
Oxóssi
(Òsóòsi) é o
deus caçador, senhor da floresta
e de todos os seres que nela habitam, orixá
da fartura e da riqueza. Atualmente, o culto
a Oxossi está praticamente esquecido
na África, mas é bastante
difundido no Brasil, em cuba e em outras
partes da América onde a cultura
ioubá prevaleceu. Isso se deve ao
fato de a cidade de Kêtu, da qual
era rei, ter sido destruída quase
por completo em meados do século
XVIII, e seus habitantes, muitos consagrados
a Oxossi, terem sido vendidos como escravos
no Brasil e nas Antilhas. Esse fato possibilitou
o renascimento de Kêtu, não
como estado, mas como importante nação
religiosa do Candomblé brasileiro.
Oxóssi é o rei de Kêtu,
segundo dizem, a origem da dinastia. A Oxóssi
são conferidos os títulos
de Alakétu, Rei, Senhor de Kêtu,
e Oníìlé, o dono da
Terra, pois na África cabia ao caçador
descobrir o local ideal para instalar uma
aldeia, tornando-se assim o primeiro ocupante
do lugar, com autoridade sobre os futuros
habitantes. É chamado de Olúaiyé
ou Oni Aráaiyé, senhor da
humanidade, que garante a fartura para seus
descendentes.
Na história da humanidade, Oxóssi
cumpre um papel civilizador importante,
pois na condição de caçador
representa as formas mais arcaicas de sobrevivência
humana, a própria busca incessante
do homem por mecanismos que lhe possibilitem
se sobressair no espaço da natureza
e impor sua marca no mundo desconhecido.
A coleta e a caça são formas
primitivas de busca de alimento, são
os domínios de Oxóssi, orixá
que representa aquilo que há de mais
antigo na existência humana: a luta
pela sobrevivência. Oxóssi
é o orixá da fartura e da
alimentação, aquele que aprende
a dominar os perigos da mata e vai e busca
da caça para alimentar a tribo. Mais
do que isso, Oxóssi representa o
domínio da cultura (entendendo a
flecha como utensílio cultural, visto
que adquire significados sociais, mágicos,
religiosos) sobre a natureza.
Astúcia, inteligência e cautela
são os atributos de Oxóssi,
pois, como revela a sua história,
esse caçador possui uma única
flecha, por tanto, não pode errar
a presa, e jamais erra. Oxóssi é
o melhor naquilo que faz, está permanentemente
em busca da perfeição.
Na África, os caçadores que
geralmente são os únicos na
aldeia que possuem as armas, têm a
função de salvar a tribo,
são chamados de Oxô,
que significa guardião.
Oxóssi também foi
um Òsó, mas foi um
guardião especial, pois salvou seu
povo do terrível pássaro das
Iyá-Mi.
Outras histórias relacionadas a Oxossi
o apontam como irmão de Ogum. Juntos,
eles dominaram a floresta e levaram o homem
à evolução. Além
de irmão, Oxóssi é
grande amigo de Ogum-dizem até que
seria seu filho, e onde está Ogum
deve estar Oxóssi, suas forças
se completam e, unidas, são ainda
mais imbatíveis.
Oxóssi mantém estreita ligação
com Ossaim (Òsanyìn), com
quem aprendeu o segredo das folhas e os
mistérios da floresta, tornou-se
um grande feiticeiro e senhor de todas as
folhas, mas teve que se sujeitar aos encantamentos
de Ossaim.
A história mostra Oxóssi como
filho de Iemanjá, mas a sua verdadeira
mãe, segundo o mais antigos, é
Apaoká a jaqueira, que vem a ser
uma das Iyá-Mi, por isso a intimidade
de Oxóssi com essa árvore.
A rebeldia de Oxóssi é algo
latente em sua história. Foi desobedecendo
às interdições que
Oxóssi tornou-se orixá.
A exemplo de Xangô, Oxóssi
é um orixá avesso à
morte, porque é expressão
da vida. A Oxóssi não importa
o quanto se viva, desde que se viva intensamente.
O frio de Ikú (a morte) não
passa perto de Oxóssi, pois ele não
acredita na morte.
Odé
não chega perto da morte
Ele se assenta em terras estranhas
Odé me olha e me dá medo.
Notas
bibliográficas
Candomblé. A panela do segredo -
Pai Cido de Osun Eyin - 2000