Orígem
e História
No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se
quase independente do CANDOMBLÉ. É representada
como uma sereia de longos cabelos pretos. Rege a maternidade,
é mãe dos peixes que representam fecundidade.
Seu dia é sábado. Nas grandes "obrigações",
são oferecidos cabra branca, pata ou galinha
branca. Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe
de quatro a sete rosas brancas abertas, que são
jogadas ao mar para agradecimento. Sua cor é
o branco com azul. Usa um ADÉ com franjas de
miçangas que esconde o rosto. Leva na mão
o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado
de forma circular, com uma sereia recortada no centro.
YEMANJÁ, por presidir a formação
da individualidade, que como sabemos está na
cabeça, está presente em todos os rituais,
especialmente o BORI.
È
a rainha de todas as águas do mundo, seja dos
rios, seja as do mar. Seu nome deriva da expressão
YéYé Omó Ejá, que significa,
mãe cujo filhos são peixes. Na África
era cultuada pelos egbá, nação
Iorubá da região de Ifé e Ibadan
onde se encontra o rio Yemojá. Esse povo se
tranferiu para a região de Abeokutá,
levando consigo os objetos sagrados da deusa, e foram
depositados no rio Ogum, o qual, diga-se de passagem,
não tem nada a ver com o Orixá Ogum,
apesar de no Brasil Yemojá ser cultuada nas
águas salgadas, sua orígem é
de um rio que corre para o mar. Inclusive, todas as
suas saudações, orikís e cantigas
remetem a essa orígem, Odó Iyà
por exemplo, significa mãe do rio, já
a saudação Erù Iyà faz
alusão às espumas formadas do encontro
das águas do rio com as águas do mar,
sendo esse um dos locais de culto a Yemonjá.
Yemonjá é a mãe de todos os filhos,
mãe de todo mundo; É ela quem sustenta
a humanidade e, por isso, os órgão que
a relacionam à maternidde, ou seja, sua vulva
e seus seios chorosos, são sagrados.
Yemonjá que se estende na amplidão,
Aiyabá que vive na água funda,
Faz amata virar estrda,
Bebe cachaça na cabaça,
Permanece plena em presença do rei.
Yemonjá se vira quando vem a ventania,
Gira e rodopia em volta da vila.
Yemonjá descontente destrói pontes.
Come na casa, come no rio...
Mar, dono do mundo,
Que sra qualquer pessoa.
Velha dona do mar.
Fêmea flauta, acorda em acordes na csa do rei,
Descansa qualquer um em qualquer terra.
Cá na terra, cala-à flor-dàgua,
fala...
Yemonjá
é o espelho do mundo, que reflete todas as
diferenças, pois a ãe é sempre
um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela
é a mãe que orienta, que mostra os caminhos,
que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades
que estão dentro de cada um, como fez com os
guerreiros de Olofin, mostrando o quanto eram bons
em seus ofícios, mas dizendo, ao mesmo tempo,
que a guerra maior é a que travamos contra
nós mesmos.
Yemonjá foi violentada por seu próprio
filho, Orugan; Dessa relação incestuosa
nasceram diversos Orixás e deus seios rasgados
jorraram todos os rios do mundo. Yemonjá acabou
se desmanchando em suas próprias lágrimase
trasformando-se num rio que correu em direção
ao oceano. Por tanto não é por acaso
que as lágrimas e o mar tem o mesmo sabor.
Dissimulada, e aridlosa, Yemonjá faz uso da
chantagem afetiva para manter os filhos sempre perto
de sí.vÉ conciderada a mãe da
maioría dos Orixás de Orígem
Iorubá. É o tipo de mãe que quer
os filhos sempre por perto, que tem uma palavra de
carinho, um conselho, um alívio psicológico.
Quando os perde é capaz de desequilibrar-se
completamente.
Yemonjá é a mãe que não
faz distinção dos seus filhos, sejam
como forem, tenham ou não saído de seu
ventre. Quando humildemente criou, com todo amor e
carinho, aquele menino cheio de chagas, fez irromper
um grande guerreiro. Yemonjá criou Omulu, o
filho de senhor, o rei da terra, o próprio
SOL.
Notas
bibliográficas
Candomblé. A panela do segredo - Pai Cido de
Osun Eyin - 2000